O Freelander

O Freelander
Como um marco na LAND ROVER nasce o projeto do FREELANDER .
Primeiro LAND ROVER fabricado sem um chassis (o FREELANDER é de construção do tipo “monobloco”) a inovação veio através de Dick Elsy que foi encarregado, pela direção da LAND ROVER a desenvolver um veículo leve, com baixa emissão de CO2 mas que ainda pudesse ser chamado de LAND ROVER (mantendo a tradição 4x4).
Ao instalar o motor transversalmente, utilizar câmbio sem a reduzida (os primeiros FREELANDER tinham somente opção de câmbio manual de 5 velocidades) e permitir variações com 3 e 5 portas (a versão 3 portas tinha opção de abrir a parte traseira tipo “TARGA”) o FREELANDER teve sucesso imediato e abriu as portas da LAND ROVER para um mercado de massa, iniciando-se assim uma nova fase na empresa.

Ainda sob a direção da BMW, o projeto recebeu o codinome CB40 (ou CYCLONE) em alusão ao endereço usado para seu desenvolvimento, que foi feito pelo grupo ROVER e depois passado para a LAND ROVER.
Para os testes, o carro “mula” (expressão usada na Engenharia Automotiva quando se usa um veículo para testar os ajustes de engenharia sem despertar a atenção da mídia especializada) foi uma van METRO (da ROVER).
Preocupados com a inexistência da caixa de transferência e consequente falta de reduzida, os engenheiros desenvolveram o que foi depois conhecido como HDC (Hill Descent Control), um engenhoso dispositivo que utiliza o sistema ABS para diminuir a velocidade do veículo em descidas lisas e acentuadas. Esta ideia surgiu depois de um teste na pista Off Road usada pela LAND ROVER na época onde um dos engenheiros “embalou” um MAESTRO em uma descida lisa (conhecida como “transferbox hill”) e chegou sem controle na parte de baixo.
Os fornecedores do sistema ABS foram questionados na época se eles poderiam, de forma econômica, auxiliar neste item, fazendo com que o freio atuasse, independentemente, em uma descida acentuada. A modificação foi possível (somente com software), nascendo assim o sistema agora conhecido como HDC (Hill Descent Control – Controle de descidas).
Mais novidades surgiriam com o FREELANDER, paradigmas foram quebrados (como o uso de uma IRD – Intermediate Reduction Drive e um acoplamento viscoso VCU para a transferência do torque para o diferencial traseiro) e a LAND ROVER conseguiu colocar o FREELANDER como um marco, fazendo lançamentos em diversos países e levando a marca a vender mais.
O FREELANDER foi o último protagonista do CAMEL TROPHY em sua edição de 1999 encerrando assim a participação da LAND ROVER neste evento.
(Fonte: Land Rover Scrapbook – Mike Gould)
Um novo motor (KV6) equipou as versões mais luxuosas assim como uma caixa de 5 velocidades automática da JACTO transformaram o “Baby Rover” em um sonho de consumo para muitos.
 

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